Anestesia

A anestesia  tornou a cirurgia segura e fez muitas operações médicas e dentais serem práticas e plausíveis. O trauma sofrido pelos pacientes durante a operação era às vezes tão perigoso, que os médicos deixavam de tentar muitos procedimentos cirúrgicos. A dor também fazia com que muitos pacientes doentes deixassem de procurar ajuda médica. A anestesia eliminou muito da dor, do medo e do sofrimento dos pacientes de médicos e dentistas durante a maior parte das intervenções e deu a profissão médica a oportunidade de desenvolver e aprimorar intervenções que viriam salvar inúmeras vidas.

A palavra anestesia vem do grego antigo aisthēsis que significa “falta de sensação”, e foi cunhada por Oliver Wendell Holmes ( pai do ministro do supremo Tribunal, que tinha o mesmo nome), em 1846. Contudo, o conceito de anestesia é milenar. Os antigos médico chineses desenvolveram técnicas de acupuntura que obstruíam a transmissão da dor para o cérebro. Os antigos romanos e os egípcios usavam mandrágora (a raiz da planta) para induzir a inconsciência. Os médicos europeus na idade média também preferiram a mandrágora. Os feiticeiros incas mascavam folhas de coca e cuspiam o sumo nas feridas e com cortes para entorpecer a dor dos seus pacientes.

O obstetra escocês Sir Young Simpson foi o primeiro a fazer experiências com clorofórmio. Ele observou que pacientes que inspiravam poucas vezes o gás rapidamente ficavam relaxados, e logo em seguida, inconscientes. O uso da droga não despertou interesse até que, em 1838, a rainha Vitória convidou Simpson e seu clorofórmio para o seu sétimo filho.

O médico da Geórgia Crawford Long foi o primeiro a usar éter numa operação. Em 1842, ele extraiu um tumor do pescoço de um juiz local. A operação correu perfeitamente bem e o juiz não sentiu nenhuma dor.

Contudo, nenhum destes homens foi o primeiro a descobrir a anestesia médica moderna. Em 1801, o cientista inglês Humphry  Davy estava fazendo experiências com gases quando combinou nitrogênio  e oxigênio para produzir oxido nítrico, mais tarde, respirou profundamente algumas vezes o gás. Ele sentiu uma euforia cada vez maior, que acabou resultando em incontroláveis acessos de riso e soluços até que ele desmaiou. Davy chamou de gás hilariante e anotou sua tendência de fazer-lo não ter consciência da dor. Davy recomendou seu uso como anestésico durante intervenções médicas ou odontológicas. Apesar de os médicos não terem tomado conhecimento da sua descoberta, o trabalho de Davy é a primeira identificação e prova científica de um anestésico.

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