Cidade Perdida

A ideia de encontrar uma cidade perdida no meio da selva, cheia de ouro e outras riquezas, mexeu com a imaginação dos exploradores europeus desde que o novo mundo foi descoberto. Com o arqueólogo e explorador inglês Percy Harrison Fawcett não foi diferente.

Fawcett não teve sossego depois de descobrir um documento na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, atribuído aos bandeirantes, que mencionava uma antiga cidade perdida no interior do Brasil. Trazia ainda alguns símbolos  indecifráveis de uma escrita desconhecida que os bandeirantes haviam copiado em vários pontos desse lugar misterioso.

Mais jovem, a serviço da Inglaterra no Ceilão, atual Sri Lanka, Fawcett encontrou estranhas inscrições numa pedra. Ficou surpreso quando reconheceu os mesmos caracteres no documento dos bandeirantes e decidiu que era hora de desvendar o segredo. Organizou sua expedição e partiu rumo à Serra do Roncador, no Mato Grosso, onde ele acreditava que a cidade estava localizada.

Não era a primeira vez que o explorador vinha ao Brasil. Em 1906, tinha feito o mapeamento da Amazônia para Royal Geographical Society. Executou o levantamento de um rio na fronteira da Bolívia com o Mato Grosso.

Com a autorização do governo brasileiro, promoveu uma primeira tentativa de alcançar a cidade perdida em 1920. Não foi bem sucedido, mas não desistiu. Fawcett era teimoso. Voltou 5 anos mais tarde, com o filho Jack e Raleigh Rimell. O trio entrou na selva acompanhado por guias indígenas em busca do lugar misterioso.

A ultima comunicação do explorador foi um telegrama datado do dia 30 de maio de 1925 e enviado à Royal Geographical Society. Dava sua posição aos 11 graus e 43 minutos de latitude sul, num lugar batizado por ele mesmo de Campo do Cavalo Morto. Dizia que estava entrando em “território desconhecido” e que havia dispensado seus guias.

Diversas expedições de resgate foram organizadas desde aquela época sem nenhum sucesso.Ao todo, cerca de 100 exploradores morreram tentando procurar pelos membros da expedição de Fawcett. Três expedições de resgate também desapareceram na mesma região, que continua praticamente inexplorada até os dias atuais.

Acontece que Fawcett, como todo bom explorador, era cheio de truques. Ele costumava dar pistas falsas para que nenhum outro aventureiro o seguisse ou chegasse antes dele. Foi por isso que dispensou seus guias quando pensou que estava perto do seu objetivo. é possível também que a posição informada no telegrama era falsa, apenas para despistar eventuais concorrências.

A hipótese mais provável é que seus companheiros tenham sido mortos pelos índios. Ele estava em território  dos nafuquá quando se despediu dos guias. O cacique desse povo, Aloique, garantiu, tempos depois, que o trio foi trucidado pelos índios suiás, que, por sua vez, acusaram calapalos como responsáveis pelo massacre.

Outra versão diz que os calapalos foram, de fato, os últimos a ver os ingleses. No acampamento, os curumins da aldeia ficavam rondando e xeretando nos equipamento dos exploradores. Os pais das crianças não gostaram nada disso e resolveram se vingar, Fawcett foi abatido com uma borduada na cabeça e enterrado junto a uma árvore. Jack e Raleigh foram flechados perto da Lagoa Verde, na verdade, um braço do rio Culuene que fica isolado na estação da seca e depois empurrados para dentro da água.

Como era Budista e interessado em assuntos de filosofia e outros assuntos esotéricos, alguns místicos garantem que o inglês e seus acompanhantes encontraram a cidade perdida e resolveram não voltar a civilização.

Quem quiser acreditar nisso acredite. Hoje o coronel Percy Harrison Fawcett se transformou numa lenda e em uma lenda tudo é possível.

Fonte: Super Interessante

Nerdologia 230:

cab101_bfff3f410a743278a87dc5003f08255

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.