Cromossomos

Por volta de 1910, o professor T. H. Morgan, que tinha 44 anos, era chefe do Departamento de biologia da Columbia University de Nova Iorque. Porém, ele guardou toda sua energia para pesquisas. Morgan se recusava a aceitar A teoria de hereditariedade de Mendel. Não acreditava na existência de genes, já que ninguém tinha, fisicamente, visto um.

Ele tampouco aceitava o conceito de Darwin da sobrevivência do mais apto. Morgan  acreditava que a evolução acontecia através de mutações fortuistas que lentamente abria um caminho entre uma população. Morgan criou a “sala das moscas” para provar suas ideias.

Ele escolheu as moscas de fruta por quatro razões. Primeiro, eram pequenas. Segundo, sua única comida durante toda vida era banana amassada.  Terceiro, criava uma geração em menos de duas semanas. Morgan podia estudar 30 gerações em um ano. Finalmente, tinham poucos genes, e assim era muito mais fácil de estudar do que espécies mais complexas.

Morgan procurou e esperou uma mutação física aleatória aparecerem uma das melhores de músicas de fruta a cada mês. Muitas milhares de novas moscas tinham de ser examinadas cuidadosamente sobre o microscópio para que se encontrassem as mutações.

Em setembro de 1910, Morgan encontrou uma mutação, uma música de fruta, Marcio, com olhos brancos em vez de vermelho profundo normal. O macho de olhos brancos foi cuidadosamente segregado na sua própria garrafa e cruzou com uma fêmea normal, de olhos vermelhos.Editcromossomos

Se os olhos resultantes do cruzamento fossem brancos, ligeiramente cinzento ou mesmo com um tom rosado ( como ele acreditava que seria), Morgan estaria certo e a teoria darwiniana errada.

Foram precisos três dias para examinar 1237 novas moscas. Todas tinham olhos vermelhos normais. A espécie não tinha mudado de forma alguma. Morgan estava errado.

No dia 20 de outubro nasceram os netos daquele Macho original de olhos brancos. 1/4 desta geração tinha olhos brancos, 3/4 e tinham olhos vermelhos normais, 3 a 1. Era esta a média de Mendel para a interação de uma característica dominante e outra recessiva. Outra vez ele estava errado.

Durante os próximos dois anos, mutações adicionais aconteceram frequentemente. Estudando as mutações e seu efeito sobre muitas gerações de descendentes, Morgan e seu assistente observaram que muitos dos genes herdados estavam sempre agrupados.

Em 1912, os parceiros puderam estabelecer que os genes das moscas de frutas estavam ligados em quatro grupos. Sabendo que as moscas tinham quatro cromossomos, Morgan suspeitou que os genes tinham de estar ligadoFunção dos cromossomoss e ser levados pelos cromossomos. Depois de 18 meses de mais pesquisas, Morgan foi capaz de provar essa sua nova teoria. Os cromossomos carregavam os genes, e os genes eram ligados e ordenados em linhas fixas ao longo dos cromossomos. E acabou reafirmando que é teoria de Darwin e Mendel estavam certas.

Curiosidade:  os seres humanos têm de 25000 a 28.000 genes.

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