Notícia: Elementos químicos produzidos na Cassiopeia A


Fonte: http://chandra.harvard.edu/photo/2017/casa_life/

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Google cria experiência de visitar a Estação Espacial Internacional

A ideia é que essa oportunidade encoraje as pessoas a explorarem mais o espaço:

https://www.google.com/maps/space/iss/@29.5602853,-95.0853914,2a,75y,223h,93t/data=!3m6!1e1!3m4!1szChzPIAn4RIAAAQvxgbyEg!2e0!7i10000!8i5000

Outro detalhe interessante são as curiosidades e dados técnicos para que os visitantes conheçam mais a respeito da ISS enquanto visualizam o ambiente em que os astronautas trabalham e fazem seus estudos:

https://www.google.com/streetview/#international-space-station/

Resultado de imagem para street view ISS

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Voyagers

As Voyagers são duas sondas “gêmeas”. A Voyager 2 foi lançada em 20 de agosto de 1977 e a Voyager 1 em 5 de setembro de 1977, as duas a bordo do foguete Titan-Centaur.

Voyager Rocket Launch

A trajetória das duas Voyagers foram calculadas para tirar vantagem de um alinhamento planetário. Na missão foi usado a assistência gravitacional que é a utilização da gravidade de um planeta ou outro corpo celeste para mudar a trajetória e velocidade de um objeto.

O que descobrimos sobre planetas?

A Voyager 1 chegou em Júpiter em janeiro de 1979 e a Voyager 2 em abril.

Agora entendemos que os processos físicos, geológicos e atmosféricos importantes continuam no planeta, nos satélites e no campo magnético.

A Voyager 1 chegou em Saturno em novembro de 1980 e a Voyager 2 em agosto de 1981.

A atmosfera é quase inteiramente feita de hidrogênio e hélio. Foi medido ventos de 1800 Km/h.

A Voyager 2 chegou em Urano em janeiro de 1986.

As câmeras detectaram 11 luas anteriormente invisíveis. A sonda também encontrou um campo magnético em Urano.

A Voyager 2 chegou em Netuno em junho de 1989.

Foi descoberto anéis em Netuno e 6 novas luas.

Essa imagem é a primeira foto do sistema solar, chamada “Pálido Ponto Azul”. A Voyager 1 tirou essa foto a uma distância de mais ou menos 6.437.376.000 quilômetros da Terra.

Em agosto de 2012, a Voyager 1 ultrapassou a heliopausa e se tornou a primeira sonda interestelar a estudar suas propriedades, mas só foi confirmado em abril de 2013 (heliopausa é uma lugar ao redor do sistema solar onde o vento solar é parado pelo meio interestelar, pois a pressão feita pelo vento solar não é forte o suficiente para repelir o vento interestelar).

A pedido do Carl Sagan, a NASA colocou uma mensagem a bordo da Voyager 1 e 2, uma mensagem na garrafa atirada ao oceano cósmico, para contar uma história do nosso mundo para extraterrestres. A mensagem é um disco de cobre banhado a ouro contendo sons como vento, trovões, pássaros, baleias, até músicas de diferentes culturas e eras, tem saudações orais de pessoas em cinquenta e cinco línguas, junto com 115 imagens selecionadas para retratar a diversidade da vida e cultura.

“Destinadas a vagar inertes entre as estrelas, elas resistirão mais tempo que a própria Terra, uma lembrança perene de uma espécie que se recusa a ser esquecida em um universo em constante transformação.”

-Mensageiro Sideral

Para ver o que tem no disco de ouro: https://voyager.jpl.nasa.gov/golden-record/whats-on-the-record/

Instrumentos

Subsistema de Raios Cósmicos: detecta partículas muito energéticas. Partículas muito energéticas podem ser encontradas nos intensos campos de radiação que cercam alguns planetas, como Júpiter.

Antena: transmite dados para a Terra em duas frequências. Uma com cerca de 8,4 gigahertz, é o canal de banda X e contém dados de ciência e engenharia. Para comparação, a frequência de rádio FM é em cerca de 100 megahertz. A outra frequência, cerca de 2,3 gigahertz, está na banda S, e contém apenas dados de engenharia sobre a saúde e o estado da nave.

Subsistema de Ciência da Imagem: uma câmera capaz de tirar fotos e filmar.

Espectrômetro e radiômetro de interferômetro infravermelho (IRIS): São 3 instrumentos separados. Primeiro, é um termômetro muito sofisticado. Ele pode determinar a distribuição da energia térmica que um organismo está emitindo, permitindo aos cientistas determinar a temperatura desse corpo ou substância. Segundo, é um dispositivo que pode determinar quando certos tipos de elementos ou compostos estão presentes em uma atmosfera ou em uma superfície. Terceiro, ele usa um radiômetro separado para medir a quantidade total de luz solar refletida por um corpo nas frequências ultravioleta, visível e infravermelha.

LECP: consegue medir um espectro muito grande de energia de partículas.

Magnetômetro: seu principal trabalho é medir as mudanças no campo magnético do Sol com distância e tempo, para determinar se cada um dos planetas externos tem um campo magnético, e como as luas e os anéis dos planetas externos interagem com esses campos magnéticos.

Alvo de Calibração Óptica: identifica a cor e o brilho, sendo apontado para os outros equipamentos para que estes apontem ao alvo a ser calibrado.

Subsistema de Fotopolarimetria: um telescópio de 20 centímetros, com muitos filtros e analisador de polaridade. Ele cobre 8 comprimentos de onda.

Planetário Rádio Astrônomo (PRA) e Subsistema de Onda de Plasma(PWS): dois experimentos separados, duas antenas longas em forma de V.

Ciência do plasma (PLS): procura as partículas de baixa energia no plasma. Também tem a capacidade de procurar partículas movendo-se a velocidades particulares e, em menor extensão, determinar a direção de onde elas vieram.

Geradores Termoelétricos de Radioisótopos (RTG): são 3 geradores termoelétricos de radioisótopos usando plutônio-238 (libera calor através de materiais radioativos, gerando eletricidade para sonda).

Espectrômetro Ultravioleta (UVS): Ele determina quando certos átomos estão presentes, ou quando certos processos físicos estão acontecendo. O instrumento procura cores específicas da luz ultravioleta que certos elementos e compostos são conhecidos por emitir.

Voyager Spacecraft

Fontes:

https://voyager.jpl.nasa.gov/mission/spacecraft/instruments/

https://voyager.jpl.nasa.gov/galleries/images-voyager-took/

https://voyager.jpl.nasa.gov/golden-record/

https://voyager.jpl.nasa.gov/frequently-asked-questions/fast-facts/

https://www.youtube.com/watch?v=KOuxhjLTsdo&t=580s

https://www.youtube.com/watch?v=tbA3BNaionI&t=1166s

https://www.youtube.com/watch?v=IAVHhZqQxVg&t=154s

 

Como funciona a ciência?

A ciência está em todas as coisas que usamos. É graças a ela que nós temos todos os objetos tecnológicos, remédios e vivemos em uma sociedade moderna, mas nem todas as pessoas sabem como ela funciona. “Vivemos em uma sociedade dependente da ciência e da tecnologia, mas que não sabe quase nada disso” Carl Sagan.

Obs: os procedimentos podem variar de uma área da ciência para outra, como na astronomia, que para provar a existência de um planeta ele precisa ser observado.

  1. Faça uma pergunta.
  2. Crie uma hipótese (pegar muitas informações sobre o assunto).
  3. Para provar sua hipótese, faça uma experiência controlada para que fatores externos não influenciem os resultados (a experiência precisa ser capaz de ser feita por qualquer outro cientista).
  4. Repita várias vezes a mesma experiência para ter certeza de que aquele resultado está totalmente correto.
  5. Pegue os dados da experiência e faça a análise. Ela pode provar sua hipótese ou não. Caso não prove, ela precisa ser mudada para se encaixar nos resultados dos experimentos.
  6. Você precisa publicar um trabalho científico. Esse trabalho deve descrever exatamente a hipótese, os dados do experimento e, além disso, mostrar como isso prova ou não suas ideias (seu artigo passa por uma revisão por outros cientistas da mesma área que a sua, isso é chamado de Revisão por Pares, antes de ser publicado, se for uma revista científica séria).

Com o tempo, novas descobertas na área vão mudando, pois nada na ciência está finalizado. Tudo que se sabe está em constante mudança, pois novos estudos podem mudar antigas teorias, melhorá-las ou mesmo desmenti-las completamente. A ciência está sempre evoluindo e melhorando, e a verdade de hoje pode virar mentira amanhã. Somente as teorias e leis mais bem fundamentadas se mantém em pé por séculos.

De: Minilua