Voyagers

As Voyagers são duas sondas “gêmeas”. A Voyager 2 foi lançada em 20 de agosto de 1977 e a Voyager 1 em 5 de setembro de 1977, as duas a bordo do foguete Titan-Centaur.

Voyager Rocket Launch

A trajetória das duas Voyagers foram calculadas para tirar vantagem de um alinhamento planetário. Na missão foi usado a assistência gravitacional que é a utilização da gravidade de um planeta ou outro corpo celeste para mudar a trajetória e velocidade de um objeto.

O que descobrimos sobre planetas?

A Voyager 1 chegou em Júpiter em janeiro de 1979 e a Voyager 2 em abril.

Agora entendemos que os processos físicos, geológicos e atmosféricos importantes continuam no planeta, nos satélites e no campo magnético.

A Voyager 1 chegou em Saturno em novembro de 1980 e a Voyager 2 em agosto de 1981.

A atmosfera é quase inteiramente feita de hidrogênio e hélio. Foi medido ventos de 1800 Km/h.

A Voyager 2 chegou em Urano em janeiro de 1986.

As câmeras detectaram 11 luas anteriormente invisíveis. A sonda também encontrou um campo magnético em Urano.

A Voyager 2 chegou em Netuno em junho de 1989.

Foi descoberto anéis em Netuno e 6 novas luas.

Essa imagem é a primeira foto do sistema solar, chamada “Pálido Ponto Azul”. A Voyager 1 tirou essa foto a uma distância de mais ou menos 6.437.376.000 quilômetros da Terra.

Em agosto de 2012, a Voyager 1 ultrapassou a heliopausa e se tornou a primeira sonda interestelar a estudar suas propriedades, mas só foi confirmado em abril de 2013 (heliopausa é uma lugar ao redor do sistema solar onde o vento solar é parado pelo meio interestelar, pois a pressão feita pelo vento solar não é forte o suficiente para repelir o vento interestelar).

A pedido do Carl Sagan, a NASA colocou uma mensagem a bordo da Voyager 1 e 2, uma mensagem na garrafa atirada ao oceano cósmico, para contar uma história do nosso mundo para extraterrestres. A mensagem é um disco de cobre banhado a ouro contendo sons como vento, trovões, pássaros, baleias, até músicas de diferentes culturas e eras, tem saudações orais de pessoas em cinquenta e cinco línguas, junto com 115 imagens selecionadas para retratar a diversidade da vida e cultura.

“Destinadas a vagar inertes entre as estrelas, elas resistirão mais tempo que a própria Terra, uma lembrança perene de uma espécie que se recusa a ser esquecida em um universo em constante transformação.”

-Mensageiro Sideral

Para ver o que tem no disco de ouro: https://voyager.jpl.nasa.gov/golden-record/whats-on-the-record/

Instrumentos

Subsistema de Raios Cósmicos: detecta partículas muito energéticas. Partículas muito energéticas podem ser encontradas nos intensos campos de radiação que cercam alguns planetas, como Júpiter.

Antena: transmite dados para a Terra em duas frequências. Uma com cerca de 8,4 gigahertz, é o canal de banda X e contém dados de ciência e engenharia. Para comparação, a frequência de rádio FM é em cerca de 100 megahertz. A outra frequência, cerca de 2,3 gigahertz, está na banda S, e contém apenas dados de engenharia sobre a saúde e o estado da nave.

Subsistema de Ciência da Imagem: uma câmera capaz de tirar fotos e filmar.

Espectrômetro e radiômetro de interferômetro infravermelho (IRIS): São 3 instrumentos separados. Primeiro, é um termômetro muito sofisticado. Ele pode determinar a distribuição da energia térmica que um organismo está emitindo, permitindo aos cientistas determinar a temperatura desse corpo ou substância. Segundo, é um dispositivo que pode determinar quando certos tipos de elementos ou compostos estão presentes em uma atmosfera ou em uma superfície. Terceiro, ele usa um radiômetro separado para medir a quantidade total de luz solar refletida por um corpo nas frequências ultravioleta, visível e infravermelha.

LECP: consegue medir um espectro muito grande de energia de partículas.

Magnetômetro: seu principal trabalho é medir as mudanças no campo magnético do Sol com distância e tempo, para determinar se cada um dos planetas externos tem um campo magnético, e como as luas e os anéis dos planetas externos interagem com esses campos magnéticos.

Alvo de Calibração Óptica: identifica a cor e o brilho, sendo apontado para os outros equipamentos para que estes apontem ao alvo a ser calibrado.

Subsistema de Fotopolarimetria: um telescópio de 20 centímetros, com muitos filtros e analisador de polaridade. Ele cobre 8 comprimentos de onda.

Planetário Rádio Astrônomo (PRA) e Subsistema de Onda de Plasma(PWS): dois experimentos separados, duas antenas longas em forma de V.

Ciência do plasma (PLS): procura as partículas de baixa energia no plasma. Também tem a capacidade de procurar partículas movendo-se a velocidades particulares e, em menor extensão, determinar a direção de onde elas vieram.

Geradores Termoelétricos de Radioisótopos (RTG): são 3 geradores termoelétricos de radioisótopos usando plutônio-238 (libera calor através de materiais radioativos, gerando eletricidade para sonda).

Espectrômetro Ultravioleta (UVS): Ele determina quando certos átomos estão presentes, ou quando certos processos físicos estão acontecendo. O instrumento procura cores específicas da luz ultravioleta que certos elementos e compostos são conhecidos por emitir.

Voyager Spacecraft

Fontes:

https://voyager.jpl.nasa.gov/mission/spacecraft/instruments/

https://voyager.jpl.nasa.gov/galleries/images-voyager-took/

https://voyager.jpl.nasa.gov/golden-record/

https://voyager.jpl.nasa.gov/frequently-asked-questions/fast-facts/

https://www.youtube.com/watch?v=KOuxhjLTsdo&t=580s

https://www.youtube.com/watch?v=tbA3BNaionI&t=1166s

https://www.youtube.com/watch?v=IAVHhZqQxVg&t=154s

 

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O homem foi a lua?

Caçadores de Mitos:

Canal Nostalgia (com palavrões):

Nerdologia:


Em resumo: os americanos foram mesmo à Lua, por mais que tentem nos convencer de que não é verdade. O que nos deixa com apenas uma pergunta que os teóricos da conspiração costumam fazer. Se o homem já pisou no solo lunar, por que nunca mais ninguém foi lá depois do Projeto Apollo?

A resposta é simples. Custa um caminhão de dinheiro, e não há mais Guerra Fria. Na época em que o Projeto Apollo estava se desenrolando, 5% do Orçamento do governo americano ia para a Nasa. Atualmente, esse valor é inferior a 0,5%. Veja você, a Nasa sempre foi e continua sendo a agência espacial mais rica do mundo, que gasta anualmente cerca de 5 vezes mais que a segunda colocada, a ESA, sua contra parte europeia, ou seja, se ela não pode, os outros, muito menos.

Matéria Escura 

Cálculos da expansão do universo não funcionam. Cálculos da velocidade das estrelas em galáxias distantes não com coincidiam. Cálculos da idade do universo baseada na velocidade de sua expansão não faziam sentido.

O diretor do DMT, o astrônomo Kent Ford, tinha acabado de criar um novo espectrógrafo de alta velocidade e banda larga, que podia completar o trabalho de 8 a 10 espectrógrafos em uma única noite. Vera não se continha de curiosidade para ver o que a invenção podia fazer. Na noite de 27 de março de 1970, Rubin focalizou o DMT  na direção de Andrômeda (A galáxia mais próxima nossa).

Quando ligados a telescópios poderosos, os espectrógrafos registram a presença de elementos diferentes numa estrela distante e revelavam o que havia detectada no papel de cálculo. Rubin sabia que essas marcas que os astrônomos mediam em um espectrógrafo variam muito pouco para o alto ou para baixo no papel dos cálculos das frequências, dependendo de a estrela estar se movendo na direção a Terra ou se afastando dela. Esse deslocamento é chamada de efeito Doppler. Rubin queria ver se podia usar a teoria do Doppler para medir a velocidade das estrelas. Ela descobriu que os estrelas na orla de Andrômeda moviam-se mais rápido do que as estrelas que estavam próximas do centro da galáxia, e não deveria ser assim. Depois de 200 espectrógrafos o resultado ainda será o mesmo. De acordo com todas as leis da física conhecidas, as estrelas estavam se movendo rápido demais para que a gravidade as contivesse, E elas deveriam sair voando pelo espaço. Mas não saiam. Rubin ficou com duas explicações possíveis: ou as equações de Newton estavam erradas (coisa que o mundo científico não aceitaria) ou universo continha uma matéria a mais que nenhuma astrônomo tinha detectado. Ela escolheu a segunda explicação e deu a esta matéria extra o nome de matéria escura, porquê não podia ser vista nem detectada. Rubin calculou quanta matéria escura seria necessária e como deveria ser distribuída pelo universo para que as equações de Newton fossem corretas. O resultado foi que 90% do universo era matéria escura. Felizmente as leis de movimento de Newton ainda sobrevivem.

O que é um Espectrógrafo?

Espectrógrafo é o equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso.

O que é Matéria Escura?

É uma parte do Universo que os astrônomos sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que é. É matéria, porquê consegue medir sua existência através da força gravitacional que ela tem. E é escura, porquê não emite nenhuma luz. Essa segunda propriedade é o que dificulta seu estudo. Todas as observações de corpos no espaço são feitas a partir da luz ou de outro tipo de radiação eletromagnética emitida ou refletida pelos eles. Como a matéria escura não faz nenhuma dessas coisas, é “invisível”.

Foto da NASA:

Matéria Escura